......e como diz a outra, "maneiras que é isto".
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Fotografia: Ranne Glamour by Petkaaa
(todos os Direitos reservados)
18 maio 2008
Hoje estou assim.....
Pensou ... Patrícia Manhão
16 maio 2008
15 maio 2008
14 maio 2008
" O Caso"
"Há pessoas que se especializam em coisas várias. Em bordado inglês, bilros, arraiolos, conforme a sua predisposição e o sentido do vento.
Eu burilei a minha existência no campo machame em torno de uma silhueta própria. Sou uma expert em casos.
Aliás, é oficial: sou o melhor caso de Lisboa.
Enquanto não sou invadida por sentimentos nobres em relações eivadas, dedico-me com inominável dedicação, desde há muito, a estilizar a melhor forma de contacto com os machos com os quais me cruzo.
Como sabemos, machos interessantes e disponíveis para se relacionar com princesas como eu não os há em quantidade.
Vai daí como tal, resta-me equilibrar quejandos de relações em malabarismos sociais e afectivos, aos quais se convencionou denominar de «casos».
Os casos não são complicados.
Pela sua natureza, ter um caso é o mesmo que conduzir um carro alugado. Damos as voltas que quisermos com aquele modelo com a certeza que o vamos entregar à loja no final da corrida, tenha ela a duração que tiver.
Esta assumpção permite-nos veleidades várias.
Desde logo, autoriza a existência de outros casos, no caso de serem gulosos como eu, numa imitação de intimidade que, eventualmente, se poderá procurar. Ter um caso é tão melhor quanto mais honesto. Impõe que se diga ao que vamos da mesma forma que convém ter em mente que, por vezes, a coisa nos pode sair furada. Ou seja, quando achamos que uma queca, é apenas uma queca, apenas uma queca, apenas uma queca, o caso, que começa inocente, pode degenerar e fazer com que nos sintamos a mulher cor-de-rosa no filme azul. Fora de contexto e fora de si.
O caso é a relação logisticamente perfeita.
Porque não vivemos o lado angustiante do amor, o caso permite-nos exercitar o corpo e a mente sem comprometer o coração.
Paliativo da relação amorosa, o caso é a das melhores coisas que as relações humanas me trouxeram. Impregnado de um pessimismo optimista, ter um caso é, antes de tudo, um acto inteligente de manutenção de nós mesmo enquanto seres humanos, porque nos permite continuar a sentir fora do socialmente composto. Por tudo isto, e por mais que não cabe aqui, sou o melhor caso de Lisboa. É engraçado que quanto mais o tempo passa mais nos especializamos naquilo que queremos deixar.
Vidas.."
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Texto de Sissi in Cenas de Gaja
Pensou ... Patrícia Manhão
13 maio 2008

Um dia alguém disse: Os níveis de stress de uma pessoa são inversamente proporcionais à quantidade de "foda-se!"que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?.
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima. Torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. LIBERTA-ME.
"Não quer sair comigo?! - Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nascem por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuinos sentimentos.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão melhor traduz a ideia de muita quantidade.
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.
"A via lactea tem estrelas comó Caralho"; "O sol está quente comó caralho"; "A gaja é boa comó caralho"; etc etc etc.
Deste género existe ainda, mas expressando a mais fabulosa negação "nem que te fodas".
O "nem que te fodas"é irretorquível e liquida o assunto. Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pensem na sonoridade de um "puta que pariu!", ou no seu correlativo "pu-ta-que-o-pa-riu!" falado assim cadencialmente silaba por silaba.
Diante uma noticia irritante, qq "puta que o pariu!" dito assim, põe-nos novamente nos eixos.
E o que dizer do famoso "vai levar no cu!"?
E a sua maravilhosa derivação "vai levar no olho do cu!"
Seria extremamente injusto não registar a expressão de maior poder de definição do Português vulgar: "Fodeu-se!" e a sua derivação mais avassaladora: "Já se fodeu!" ou "já me fodi!". Conhecem definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau mais inimaginável de ameaçadora complicação?
Esta expressão inclusivamente insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Só para concluir, imaginem um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, educação e justiça são de fraca qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil, e em pouco tempo as reformas têm de baixar e o tempo para a desejada reforma tem de aumentar.... tu pensas: "JÁ ME FODI".
in Sociedade Anónima
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Fotografia: After by kMoOg
(todos os Direitos reservados)
Pensou ... Patrícia Manhão
11 maio 2008
09 maio 2008
08 maio 2008
" Clitoriando "
"To clit or not to clit. Eis a questão. Muitas vezes ignorado, o clítoris é um rapaz vivaço que nasceu para dar prazer. Única e exclusivamente. Não se conhecem outras propriedades ou funções ao pequeno, que não sejam as de ser massajado com garbo, levando ao orgasmo. Maiores ou mais pequenos, mais acima ou mais abaixo, o clítoris é o princípio do prazer.
Digamos que é o Luís de Matos da biologia feminina. Tocado sapientemente, saem coelhos daquela cartola de forma profunda.
Porém, para alguns homens, o clítoris é pura magia.
Ou seja, tal como os truques a que assistimos mas não fazemos ideia de como se fazem, também o manusear clitoriano se reveste de uma ciência, para muitos, equivalente a um número mágico muito bem feito.
Horas depois ainda se perguntam como é que a coisa se deu.
Esses, regra geral, encaixam no intervalo profissional entre os espeleólogos e os ginecologistas porque são os que acham que o clítoris fica algures entre o útero e as trompas de Falópio.
Aquilo é gente que enfia, escava, garimpa num labor que comove, sem se aperceberem que a pepita de ouro está do lado de fora.
Para esses grandes queridos, Sissi, a vossa princesa mais-que-tudo, vai explicar-vos umas técnicas para não voltarem a passar vergonhas nem a ganhar mapas do corpo humano no Natal.
Antes de mais, e para os distraídos, estimular o clítoris não significa esfregá-lo como se estivéssemos a tentar tirar uma nódoa de Tinta da China. Não senhores.
É antes um meneio de dedos natural, cima e baixo, esquerda direita, isto para começar...."
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Texto de Sissi in Cenas de Gaja
Pensou ... Patrícia Manhão
06 maio 2008
" Curriculum Sexuae "

".. Qual é a relevância do CV Sexual de uma mulher?
É imensa. Mas, para variar, julgo que me encontro do outro lado do espelho.
Porque penso que em quase tudo na vida, a experiência e conhecimento quase sempre levam ao fundo das questões, e esta temática não é excepção.
Se uma mulher viver uma sexualidade saudável com uma líbido apurada, parece-me natural que as suas experiências sejam em maior número e diversidade que uma outra que viva com fantasmas e recalcamentos e tristezas que tais.
E assim acontecendo, é mais provável, embora não líquido, que a primeira seja mais diligente no acto que a segunda.
Ora, posto isto, porque é que ainda há tipos que se preocupam com o número de homens com que a parceira dormiu? Porque lhes há-de incomodar a razão daquele broche perfeito ou a disponibilidade da mulher para o sexo anal?
Eu percebo o receio da comparação.
Bem vistas as coisas, quanto mais parceiros mais barómetros, e há homens para os quais tudo se resume ao tamanho da piça, e muitos ainda há por aí que preferem o conforto de uma queca menos satisfatória ao desafio e, porque nao, ao receio, que uma mulher madura provoca na cama.
A mim se me derem a escolher (yeah, right, a escolher....) entre um homem rodado e um menos experiente, respondo, acto contínuo, que prefiro aquele que me puder dar mais prazer.
E com isto não falo apenas da capacidade física e técnica ou de endurance.
Mas é certo que, não sendo totalmente desprovidos de massa cinzenta, e como em tudo o resto, fode-se melhor quanto mais se fode, embora desconheça os limites superiores da coisa...
Saber ouvir e conhecer o corpo da mulher e do homem é qualquer coisa que vem com o empirismo do acto.
E assim sendo, porque raio é tão difícil aceitá-lo?"
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Texto de Sissi in Cenas de Gaja
Pensou ... Patrícia Manhão













































